sábado, 15 de abril de 2017

ATRIBUIÇÕES DOS PROFESSORES DE APOIO

Atribuições do professor de apoio:
• Atuar de forma colaborativa com o professor regente da classe comum para a definição de estratégias pedagógicas que favoreçam o acesso do aluno com necessidades educacionais especiais ao currículo e a sua interação no grupo;
• Promover as condições para a inclusão dos alunos com necessidades educacionais especiais em todas as atividades da escola.
• Orientar as famílias para o seu envolvimento e a sua participação no processo educacional;
• Orientar a elaboração de materiais didático-pedagógicos que possam ser utilizados pelos alunos na sala de aula;
• Indicar e orientar o uso de equipamentos e materiais específicos e de outros recursos existentes na família e na comunidade;
• Desenvolver formas de comunicação simbólica, estimulando o aprendizado da linguagem expressiva;
• Preparar material específico para uso dos alunos na sala de aula;
• Prover recursos de Comunicação Aumentativa e Alternativa;
• Garantir o suprimento de material específico de Comunicação Aumentativa e Alternativa (pranchas, cartões de comunicação e outras), que atendam a necessidade comunicativa do aluno no espaço escolar;
• Adaptar material pedagógico (jogos e livros de histórias) com a simbologia gráfica e construir pranchas de comunicação temáticas para cada atividade, com objetivo de proporcionar a apropriação e o aprendizado do uso do recurso de comunicação e ampliação de vocabulário de símbolos gráficos;
• Identificar o melhor recurso de tecnologia assistiva que atenda as necessidades dos alunos, de acordo com sua habilidade física e sensorial atual, e promova sua aprendizagem por meio da informática acessível;
• Ampliar o repertório comunicativo do aluno, por meio das atividades curriculares e de vida diária.
Carga horária de trabalho:
O profissional deverá cobrir a carga horária do aluno, cumprindo a exigência curricular quando necessário.
Surdocegueira
A surdocegueira é uma deficiência única com graves perdas visuais e auditivas combinadas. Essa condição leva a pessoa surdocega a ter necessidade de formas específicas de comunicação, para ter acesso à educação, lazer, trabalho, vida social, etc. Não há necessariamente, ter uma perda total dos dois sentidos.
Guia-Intérprete: é o profissional que serve de canal de comunicação e visão entre a pessoa surdocega e o meio no qual ela está interagindo (o mundo). Sendo assim, este profissional deve apresentar algumas habilidades essenciais para que consiga transmitir todas as informações de modo fidedigno e compreensível á pessoa surdocega


Atribuições do Guia Intérprete:
• Compreender a mensagem em uma língua, extrair o sentido através da informação lingüística (palavras, orações, aspectos como intensidade, tom, timbre, entonação, acentuação, ritmo e pausa), extralingüística (pistas sonoras ou visuais provenientes do emissor e da situação comunicativa) contextualizar o sentido na língua de destino – Interpretação – ou na mesma língua em outro sistema de comunicação utilizado pela pessoa surdocega;
• Descrever o que ocorre em torno da situação de comunicação, a qual inclui tanto o espaço físico em que esta se apresenta como as características e atividades das pessoas envolvidas;
• Facilitar o deslocamento e a mobilidade da pessoa surdocega no meio.
Observação: Os professores que desejam tornar-se especialistas para atuar com os alunos surdocegos deverão preencher alguns pré-requisitos, o que significa ter domínio da Libras, do Sistema Braille e de Orientação e Mobilidade.
Carga horária de trabalho:
O profissional deverá cobrir a carga horária do aluno, cumprindo a exigência curricular quando necessário.


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SALA DE RECURSO

Sala de Recursos
A sala de recursos caracteriza-se como um atendimento educacional especializado que visa à complementação do atendimento educacional comum, no contraturno de escolarização, para alunos com quadros de deficiências ou de transtornos globais do desenvolvimento matriculados em escolas comuns, em qualquer dos níveis de ensino. Nesse atendimento devem-se abordar questões pedagógicas que são diferentes das oferecidas em escolas comuns e que são necessárias para melhor atender às especificidades desses alunos. As atividades desenvolvidas nesse serviço não devem ter como objetivo um ensino para desenvolver conteúdos acadêmicos tais como a Língua Portuguesa, a Matemática, dentre outros. A abordagem na sala de recursos não pode ser confundida com uma mera aula de reforço, nem com o atendimento clínico, tão pouco um espaço de socialização. A finalidade do atendimento educacional especializado é disponibilizar programas de enriquecimento curricular, o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e sinalização, ajudas técnicas e tecnologias assistivas. Ao longo de todo o processo de escolarização, esse atendimento deve estar articulado com a proposta pedagógica do ensino comum. Reafirma-se o caráter pedagógico desse atendimento, cujo objetivo é suprir a necessidade do aluno, assegurando o direito de acesso a recursos que possam potencializar suas capacidades, promover o seu desenvolvimento e aprendizagem e, conseqüentemente, levar o aluno à sua própria emancipação, garantindo, assim, uma plena convivência social.
Atribuições do professor da sala de recursos:

• Elaborar, executar e avaliar o Plano de AEE do aluno contemplando: a identificação das habilidades e necessidades educacionais específicas do aluno; a definição e a organização das estratégias, serviços e recursos pedagógicos e de acessibilidade; o tipo de atendimento conforme as necessidades educacionais específicas do aluno; o cronograma do atendimento e a carga horária individual ou em pequenos grupos;
• Programar, acompanhar e avaliar a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade no AEE, na sala de aula comum e nos demais ambientes da escola;
• Produzir matérias didáticos e pedagógicos acessíveis, considerando as necessidades educacionais específicas dos alunos e os desafios que estes vivenciam no ensino comum, a partir dos objetivos e das atividades propostas no currículo;
• Estabelecer a articulação com os professores das salas de aula e com os demais profissionais da escola, visando à disponibilização dos serviços e recursos e o desenvolvimento de atividades para a participação e aprendizagem dos alunos nas atividades escolares; bem como as parcerias com áreas intersetoriais;
• Orientar os demais professores e as famílias sobre os recursos pedagógicos e de acessibilidade utilizados pelos alunos de forma a ampliar suas habilidades, promovendo sua autonomia e participação;
• Desenvolver atividades próprias do AEE, de acordo com as necessidades educacionais específicas do aluno: ensino da Língua Brasileira de Sinais – Libras para alunos com surdez; ensino da Língua Portuguesa escrita para alunos com surdez; ensino da Comunicação Aumentativa e Alternativa – CAA; ensino do sistema Braille, do uso do soroban e das técnicas para a orientação e mobilidade para alunos cegos; ensino da informática acessível e do uso dos recursos de Tecnologia Assistiva – TA; ensino de atividades de vida autônoma e social; orientação de atividades de enriquecimento curricular para as altas habilidades/superdotação; e promoção de atividades para o desenvolvimento das funções mentais superiores.
Carga horária de trabalho:
O profissional deverá cumprir a carga horária estabelecida pelo cargo, ou seja, incluindo o módulo II e conforme o plano de atendimento estabelecido para a turma de AEE, ou seja, atendendo os alunos em grupo ou individualmente e oferecendo o apoio para a escola de origem do aluno.


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ATRIBUIÇÕES DO INTERPRETE DE LIBRAS

ATRIBUIÇÕES E CARGA HORÁRIA DOS PROFISSIONAIS QUE ATUAM EM ATENDIMENTOS EDUCACIONAIS ESPECIALIZADOS
Intérprete de Libras
O intérprete educacional é aquele que ocupa a função pública estadual de Intérprete de Libras, tendo como função primordial estabelecer a intermediação comunicativa entre os usuários de Língua de Sinais – Língua Brasileira de Sinais – e os de Língua Oral – Língua Portuguesa – no contexto escolar, traduzindo/interpretando as aulas, com o objetivo de assegurar o acesso dos surdos à educação.
Atribuições dos intérpretes:
• Esclarecer e apoiar os professores no que diz respeito à escrita dos surdos, acompanhando os professores, caso necessário e mediante solicitação, na correção das avaliações e na leitura dos textos dos alunos;
• Traduzir todas as questões da avaliação – do Português escrito para a Língua de Sinais – sem acréscimo de esclarecimentos, adendos, exemplificações ou demais auxílios, pois eles, quando necessários, dizem respeito somente ao professor;
• Auxiliar os alunos, durante a avaliação, no que se refere, exclusivamente, à Língua Portuguesa: significado, estrutura, léxico, contexto;
• Redirecionar ao professor os questionamentos, dúvidas, sugestões e observações dos alunos, a respeito das aulas, pois ele é a referência no processo de ensino-aprendizagem;
• Esclarecer aos alunos somente as questões pertinentes à língua e ao processo interpretativo, salvo em casos extraordinários em que a instituição o incumbir de algum aviso específico aos surdos;
• Buscar, quando necessário, o auxílio do professor antes, durante e após as aulas com o objetivo de garantir a qualidade de sua atuação, bem como a qualidade do acesso dos surdos à educação;
• Assegurar, para o melhor desempenho de sua função, o tempo hábil necessário para integrar todo o contexto textual registrando no quadro negro, antes de o professor expô-lo ou discuti-lo;
• Estimular a relação direta entre alunos surdos e professor, ou entre alunos surdos e outros participantes da comunidade escolar, nunca respondendo por nenhuma das partes;
• Oferecer ao professor, quando este solicitar, um feedback do processo de ensino-aprendizagem decorrente de sua intermediação interpretativa sem, contudo, assumir qualquer tipo de tutoria dos alunos;
• Informar ao professor as particularidades dos surdos, reconsiderando com ele, sempre que necessário, a adequação da forma de exposição dos conteúdos a tais especificidades, com o intuito de garantir a qualidade do acesso dos surdos a esses conteúdos escolares;
• Estar presente às reuniões pedagógicas e administrativas, limitando sua participação aos seus interesses profissionais, às questões de comunicação e acessibilidade dos surdos, bem como àqueles que se referem à sua função interpretativa e educativa;
• Reunir-se com um representante da instituição escolar e com os demais intérpretes, sempre que surgir uma questão inusitada e complexa relacionada à sua atuação profissional e ética, para discuti-la e, só então, emitir um posicionamento.
Carga horária de trabalho:
O profissional deverá cobrir a carga horária do aluno, cumprindo a exigência curricular quando necessário.
Instrutor de Libras
O instrutor/professor de Libras é aquele que ocupa a função pública estadual de Instrutor de Libras, tendo como função primordial o ensino da Língua de Sinais – Língua Brasileira de Sinais – no contexto escolar, tanto a alunos surdos, quanto a ouvintes e a professores da Rede Pública de Ensino.
Atribuições dos instrutores:
• Organizar e administrar a sala de aula, durante sua atuação, segundo os padrões determinados pela instituição;
• Preparar previamente suas aulas, buscando sempre melhores recursos e estratégias para o ensino da Libras;
• Construir uma relação de cooperação com os demais profissionais do contexto escolar, principalmente com os intérpretes;
• Esclarecer aos alunos somente as questões pertinentes à língua de sinais, cultura e identidades dos surdos, não cabendo a ele nenhuma explicação sobre os conteúdos específicos de outras disciplinas, ainda que os domine;
• Informar aos professores e intérpretes as particularidades dos surdos e, sempre que necessário, sugerir a adequação da forma de exposição dos conteúdos a tais especificidades, com o intuito de garantir a qualidade do acesso dos surdos aos conteúdos escolares;
• Considerar os diversos níveis da Língua de Sinais dos alunos surdos e também ouvintes, e se dedicar ao desenvolvimento da fluência e ao aperfeiçoamento de todos os seus alunos no uso da Libras;
• Reunir-se com um representante da instituição escolar e com os demais integrantes do contexto escolar e (ou) instrutores sempre que surgir uma questão inusitada e complexa relacionada à sua atuação profissional e ética, para discuti-la e, só então, emitir um posicionamento.
Carga horária de trabalho:
O profissional deverá cumprir a carga horária estabelecida pelo cargo, ou seja, incluindo o módulo II.

PAPEL DE CADA UM NO APOIO PEDAGÓGICO

O papel de cada um no apoio pedagógico

Conheça as ações das Secretarias de Educação, da direção, da coordenação pedagógica e do professor para a implantação de grupos de apoio

Secretaria da Educação 
- Realizar um levantamento da situação real da rede sobre os índices de aprendizagem dos alunos 
- Definir critérios para a formação dos grupos de apoio 
- Estabelecer parâmetros para a seleção de professores 
- Definir as questões operacionais junto aos diretores 
- Analisar os aspectos financeiros para implantação dos grupos de apoio 
- Acompanhar periodicamente o desempenho dos alunos 
- Buscar a legislação que subsidia as tomadas de decisão, por exemplo: pagamento dos professores de apoio, remanejamento de alunos, transporte, seleção de professores, reclassificação alunos 

Diretor 
- Analisar os índices de aprendizagem dos alunos de sua escola em parceria com o supervisor/coordenador 
- Analisar, junto com o supervisor/coordenador, as variantes sobre o processo de ensino 
- Formar classes de acordo com o critério pré-estabelecido pela rede 
- Garantir as condições físicas da escola para atendimento destes alunos (gestão do espaço) 
- Definir horários para as aulas de apoio (gestão do tempo) 
- Manter a comunicação com os pais (gestão das relações interpessoais) 
- Indicar professores (gestão dos recursos humanos) 
- Garantir os materiais necessários para as aulas (gestão material) 
- Compreender o processo de ensino e de aprendizagem para respeitar e assegurar o apoio pedagógico na escola (gestão pedagógica) 
- Acompanhar a frequência de professores e de alunos no grupo de apoio (gestão administrativa) 
- Acompanhar a aprendizagem dos alunos (gestão administrativa) 
- Fazer avaliação permanente e compartilhada com o supervisor do processo da implantação do grupo de apoio na escola (gestão administrativa) 
- Assegurar que o professor de apoio cumpra com as suas atividades de apoio regularmente (gestão administrativa) 

Formador ou supervisor 
- Conhecer os critérios pré-estabelecidos para a formação de grupo de apoio 
- Definir critérios de avaliação para a indicação de alunos para o grupo de apoio 
- Acompanhar as aprendizagens dos alunos 
- Fazer avaliação permanente e compartilhada com o diretor do processo da implantação do grupo de apoio na escola 
- Analisar as variantes sobre o processo de ensino 
- Participar da indicação de professores 
- Ter conhecimentos didáticos para fazer a formação dos professores 
- Acompanhar e orientar o planejamento dos professores 
- Articular o trabalho do professor regente e o do professor de apoio 
- Acompanhar a frequência de professores e de alunos no grupo de apoio 
- Acompanhar, registrar e avaliar o desenvolvimento do aluno e compartilhar os apontamentos com os professores 

Professor 
- Conhecer os critérios pré-estabelecidos para enviar alunos para o apoio 
- Ter conhecimentos didáticos para planejar as atividades 
- Dominar conhecimentos pedagógicos para saber acompanhar as aprendizagens dos alunos 
- Preencher instrumentos de avaliação e acompanhamento das aprendizagens dos alunos


https://gestaoescolar.org.br/conteudo/672/o-papel-de-cada-um-no-apoio-pedagogico

PRINCIPAIS ATRIBUIÇÕES DOS PROFESSORES DE APOIO

As principais atribuições do professor da sala de recursos são: 

- Oferecer apoio pedagógico a alunos integrados em classe comum;
- manter intercâmbio com a comunidade escolar para um trabalho de conscientização sobre as potencialidades do portador de surdez;
- atender diariamente, na sala de recursos, alunos surdos integrados, individualmente ou em pequenos grupos, de no máximo seis alunos;
- oferecer, na sala de recursos, complementação curricular específica, visando, principalmente, ao aprendizado da Língua Portuguesa (leitura, interpretação e redação de textos variados);
- organizar um cronograma de atendimento às necessidades e às condições de cada aluno surdo;
- reunir sistematicamente os pais dos alunos surdos para orientações e incentivos à participação em reuniões da escola e no processo de integração dos alunos;
- elaborar material pedagógico, visando a sanar as dificuldades encontradas pelos alunos integrados em classes comuns, nas diferentes áreas do conhecimento;- atuar como professor de ensino dirigido de todas as disciplinas, visando ao aprendizado do vocabulário e mensagem ali expressos em Língua Portuguesa;
- registrar a freqüência dos alunos da sala de recursos, bem como contactar os pais, quando houver faltas consecutivas;
- realizar visitas periódicas às classes comuns, registrando as informações relevantes que coletar;
- realizar periódica e sistematicamente avaliação das atividades desenvolvidas quanto à forma de agrupamento, metodologia, materiais utilizados, horário de atendimento, etc. e trocar impressões com o professor da classe comum quanto ao rendimento alcançado pelos alunos surdos integrados;
- avaliar o processo de integração escolar, juntamente com toda a equipe da escola regular e a família.